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bgcolor(#ffffff):[img[Mataram os pássaros

Tive outras visões naquela madrugada. Preparei minha máquina de novo. Tinha um perfume de jasmim no beiral do sobrado. Fotografei o perfume. Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.

com pegas de prata e as pontas de ouro em filigrana? Porque os Bárbaros chegam hoje, e coisas dessas maravilham os Bárbaros. E porque não vieram hoje aqui, como é costume, os oradores

Razões várias justificam(?) um meu maior afastamento desta minha espécie de site. Tive hoje vontade de regressar com uma nova imagem para essa série, que fiz no dia de ~Todos-os-Santos, ao anoitecer, em Valverde, a caminho de uma pedra fantástica, como há tantas por essas bandas.

Experimentei ainda juntar ao Houaiss dicionários de sinónimos e de antónimos, dicionários de calão, dicionários de rimas fáceis e difíceis e de cada vez restava um vazio de palavras na rede da peneira; as palavras caíam todas e transbordavam da caixa que colocara por debaixo para as aparar. Perdia de cada vez algum tempo a procurar algumas palavras mais matreiras que aproveitavam a ocasião para se esconder em vários pontos da sala. Encontrei várias vezes um "cotão" debaixo do sofá, um "pó" por detrás dos livros nas estantes e um "lixo" sob a carpete. Percebi então que, ao contrário do que afirmara Mallarmé e em que M.A. Pina parecia acreditar, a poesia, se não se constrói com ideias, também não se constrói com palavras . A poesia constrói-se com nada. O material, como sempre, tinha razão. Há nada e surge o poema. A poesia é o que conhecemos que mais se aproxima do milagre de multiplicação dos pães e do vinho, com a diferença de que, em vez de multiplicar uma existência, cria uma existência a partir de uma não existência. Existe subitamente um poema onde antes nada existia. Talvez cada poema nos permita aproximar da compreensão do Big Bang. É a única excepção conhecida à lei da conservação da energia, a única experiência que contraria o célebre principio de Lavoisier "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Por isso não há poesia sem poetas; e eu não fui capaz de joeirar o teu poema, que procurava para te oferecer e homenagear.@@

Não compreendo como ainda não fomos capazes de transformar o Côa num destino de excelência em Portugal, ou melhor talvez, como ainda não fomos capazes de fazer saber a todos que o Côa é um destino de excelência, que merece uma viagem de pelo menos alguns dias. Temos as gravuras, o museu, as paisagens assombrosas do vale do Côa e do vale do Douro, e podíamos ainda mencionar o Águeda, temos os vinhos, a gastronomia, os trilhos magníficos para passeios a pé ou de bicicleta. Temos quase tudo. Vem gente de propósito de toda a Europa, e até de outros continentes, para visitar o parque e as gravuras e nós ainda não fomos capazes de construir naquela região um projecto sustentável. Convinha reflectir porquê.

]] pode fazê-lo no web-site da blurb; fazendo uma encomenda, recebê-lo-á pelo correio.@@

E mais adiante get more info indent //Decades back Once i began to appreciate photographs I was struck by The point that I didn't should browse photographers’ statements so as to love the images...Photographers seemed so strikingly unable to generate at length about whatever they experienced designed, in deal with, which i came to marvel if there was any exception in the least, an individual situation where an artist’s writing did not wind up generating an image smaller, a lot less sophisticated, fewer resonant, much less worthy of comparison with existence.

Apesar de muito do espólio ter sido impunemente destruído ou degradado, vale a pena a visita. A exposição está muito bem montada e por lá encontramos algumas imagens extremamente interessantes, até algumas que se poderiam transmutar em click here "objectos contemporâneos", como aconteceu por exemplo com o trabalho do fotógrafo galego [[Virxilio Vieitez



de mais que tua pele ser pele da minha pele. David ~Mourão-Ferreira@@ Nunca tinha fotografado nu. E se tinha alguma vez pensado nisso - talvez tivesse, quem não pensou, ao ser confrontado com os nus de tantos autores brilhantes ao longo da história da fotografia - com certeza, depressa, pus de lado esses pensamentos, não por serem pecaminosos, não, mas porque a minha relação com a fotografia nunca foi nesse sentido e não me via a contratar modelo para tal. Mas o desafio do meu amigo Jorge Pedra para fotografar nu num espaço muito especial em 2008 foi irrecusável. Uma questão pertinente perpassou o meu pensamento desde que realizámos as imagens e discutimos o que fazer com elas.

Fruto de movimentações populares o governo em enjoymentções foi substituído, pela primeira vez, por um governo de esquerda. E também por força well-liked - através de referendos - o novo governo teve de recusar-se a pagar de imediato o que bancos europeus e americanos pretendiam que ele pagasse e forçou a uma negociação da dívida. A moeda foi desvalorizada. Muitos islandeses correram o risco de perder a casa que tinham pago em euros. O governo foi forçado a perdoar temporariamente essa dívida dos contribuintes à banca. O desemprego que não existia antes, atingiu twelve%. Nenhum banqueiro foi preso nem julgado. A maioria deles continua a ocupar altos cargos na banca em países estrangeiros. O primeiro ministro foi de facto julgado e a sentença terá simplesmente concluído "Que ele não fizera tudo o que poderia ter feito para evitar a crise". O julgamento não teve outras consequências. Nos últimos anos a Islândia parece recuperar e surpreendentemente os conservadores voltaram com toda a naturalidade a ganhar as eleições. A Islândia foi sempre um pais de maioria conservadora. Prepara-se a privatização dos bancos, porventura para os antigos proprietários. O romance na Web islandês é para mim um mistério, a somar ao mistério do milagre económico daquele país. Para quem possa estar interessado criei um pequeno [[álbum

As imagens são tecnicamente muito boas e evidenciam alguma sensibilidade/sentido de humor. A questão que coloco é até que ponto ela parece já estar amarrada a uma fórmula, de que se não consegue libertar, pois já a usou em vários locais na Europa, na América do Sul, na Ásia e na África, ao longo de muitos anos. Há vários exemplos de autores que parecem ficar prisioneiros de fileórmulas, que já parecem há muito esgotadas, durante dezenas de anos ou mesmo toda a vida. Será este apenas um desabafo de quem (bem ou mal) tem sempre partido de um projecto fotográfico para outro, que parece ser completamente diferente?

O Banquete é sobre o amor. A determinada altura no discurso de Sócrates ele diz, repetindo as palavras de Diotima, mulher de Mantineia: indent //Sabes que a "poesia" é multiforme; no sentido geral é, não importa em que objecto, a causa pela qual ele surge do não-ser para a existência: assim os trabalhos realizados em todas as profissões são "poesias" e os seus autores "poetas". Todavia, tu sabes que estes não são denominados poetas, mas têm outros nomes, enquanto que de toda a “poesia” uma única parcela foi destacada, a que se refere à música e aos versos, e com o nome do todo é denominada.// Para Platão toda a criação é poesia. Assim, cada pessoa pode ser um poeta na sua actividade, se a exercer de uma forma criativa, se realizar coisas, criar objectos. Afinal, o célebre slogan de Joseph Beuys "Cada pessoa é um artista", que tanto clamor originou e que continua a ser objecto de tanta focus onão, não passaria de uma reprodução daquela ideia de Platão, expressa há cerca de 2500 anos atrás!

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